29.2.08

aldraba aldrabada





pede-se ao primeiro
a sair que deixe
a porta aberta.

28.2.08

espionar-te-me; espionar-me-te


são 15 passos no corredor — 30 se fingir que sou outro com quem falo — e não consigo parar de perguntar-me [-lhe]: para quê este caminho tão longo se não consegui memórias para pendurar?

27.2.08

aziaga azinhaga




no sofrimento por antecipação
mortifica-se no presente
o ressentimento da contrição

26.2.08

terra de ninguém



as protecções roubam-nos o tempo, resguardam-nos ao desejo, suprimem o ar e a luz e a terra e o fogo e abandonam-nos sós — sem sabor e sem saber.

25.2.08

pele [2]





às vezes assusta mais a [trans/meta] figuração do que a ausência ou a criação.

24.2.08

não te queixes, não te expliques



porque, nesta cidade, vão pensar que só porque pensas que és doutor não és, também tu, cidade...

22.2.08

pele [1]




entretantos e
entre tantos




estamos onde somos?
voltamos onde fomos?

21.2.08

pede um desejo...

estar permanentemente
a olhar para dentro

video

não é necessariamente
egoísmo.

20.2.08

14.2.08

destinos cambaios


aos portadores de sinais
resta-me a queixa
e a denúncia
da impossibilidade
do livre-arbítrio
mesmo detectando
as premissas
erradas...

13.2.08

do génesis aos apocalipses


manter a
vida / caixa / arca / banheira
desenferrujada

ou então mudar de corpo...

11.2.08

parabenizar


momento a momento,
instantâneo a instantâneo,
dia a dia

uma dedicatória
é uma prova de dedicação.

9.2.08

"caminhoso"




não se nasce para morrer.
vive-se e morre-se.

8.2.08

regozijo




um dos truques é procurar outras janelas na janela que nos calhou.

6.2.08

4.2.08

2.2.08

dia isabelino de...




o pensamento solidificou-se e desmoronou em letras vãs.

1.2.08

Fevereiro

video

mês novo
vida nova

a passo(s) de aranha...